Assisti, quase trinta anos atrás, ao filme original. Naquela época eu confesso que gostei. Lembro inclusive que algumas de suas passagens me provocaram muito medo. Gostei não só pelo medo que ele provocava mas também pela trama que se sustentava, fundamentalmente, a partir de elementos bíblicos e isso, não há dúvidas, lhe conferia mais credibilidade. Fiquei nostálgico quando soube que a refilmagem havia sido concluída e que breve o filme entraria em cartaz. A competência indiscutível dos diretores atuais aliada aos infinitos recursos tecnológicos disponíveis, produziram em mim uma expectativa muito grande. Bem, o ditado "quanto maior a expectativa maior a decepção" funcionou perfeitamente comigo. Julguei que o filme está pior que o original em todos os quesitos: os atores são fracos, principalmente o protagonista; algumas cenas (quem assistir perceberá) foram muito mal feitas; os efeitos especiais são de qualidade muito próxima àquela do filme de trinta anos atrás e, mesmo as pequenas adaptações que tiveram que ser feitas, principalmente no início da trama, prejudicaram o filme. Em suma: o filme é ruim. Para aqueles que gostam de sentir medo, um aviso: a refilmagem de "A Profecia" não provoca medo mas (pode ser um consolo) dá muitos sustos devido, principalmente, aos barulhos que acontecem repentinamente.      

Sinopse:
Robert Thorn (Liev Schreiber) é um diplomata, que está prestes a ter um filho com sua esposa Katherine (Julia Stiles). Porém a criança morre logo após o parto, o que faz com que Robert adote um bebê para colocá-lo no lugar do filho sem que Katherine soubesse. Seis anos depois Damien (Seamus Davey-Fitzpatrick), o filho de Robert e Katherine, começa a dar sinais de que seja o Anti-Cristo.