Hoje à tarde, quando voltava do trabalho, ouvi pelo rádio do carro a notícia sobre Plutão. Fiquei triste. Eu não sabia, mas já estava acostumado com Plutão: o nono planeta desde os tempos de criança. Confesso que tive um princípio de nostalgia: “Não poderiam ter feito isso com Plutão!”, disse baixinho, enquanto esperava no sinal vermelho, inconformado.

Os cientistas, que são as pessoas que decidem coisas como essa, há muito pensavam em retirar este título de Plutão. Eles julgavam que Plutão era muito pequeno para ser um planeta (diâmetro de aproximadamente 2.300 km; o da nossa Terra é de cerca de 12.000 km) e, além disso, sua órbita era muito diferente das dos demais planetas. A gota d' água para Plutão foi a descoberta, em 2003, do corpo celeste UB313 que foi posteriormente apelidado de Xena. Xena tinha uma órbita semelhante à de Plutão e era maior (cerca de 3.000 km de raio) e, mesmo assim, não foi classificado como planeta. Isso fez com que os membros da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) fossem implacáveis com Plutão que, desde 1930, quando foi descoberto pelo americano Clyde Tombaugh, era considerado um planeta.

 

Agora o nosso sistema solar tem somente oito planetas e, por conta disso, muitos livros escolares, enciclopédias e páginas da internet precisarão ser modificados. Daqui a poucos meses ninguém se lembrará de Plutão.